ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA EM DEBATE | PAISAGENS AMAZÔNICAS: FLORA, FAUNA E ARTE

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ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA EM DEBATE é uma série de encontros que tem por objetivo redimensionar as margens que delimitam os estudos desse campo temático no Brasil. A partir de um olhar multifacetado pretende-se, entre outras coisas, sublinhar os seus diferentes aspetos artísticos e históricos, sem deixar de focalizar a trajetória de artistas, acervos, obras e técnicas artísticas para delinear um painel atual diverso da ilustração científica brasileira. Além desses aspectos, interessa também incorporar ao debate questões que revelem ações e movimentos para a difusão desta arte.

 Deve-se ter em mente que a herança da ilustração científica no Brasil conta com uma trajetória histórica ambígua, porém extremamente valiosa. Artistas como Antônio José Landi, no século XVIII, e Jean Baptiste Debret, no século XIX, são nomes recorrentes para aqueles que se ocupam dos fragmentos desta história, na tentativa de desenhar um mosaico que justifique a importância e a dimensão secular deste tema. Apesar desses parâmetros e de muitas outras ações e personagens inscritos nesse universo, entende-se que a ilustração cientifica ainda não alcançou o patamar que lhe é devido, seja como campo de produção artística, seja como área específica de pesquisa ou, ainda, como um mercado de arte a ser consolidado entre nós.

Os pontos acima assinalados suscitam o interesse do GT – Ilustração Científica da plataforma Paisagens Híbridas – EBA/UFRJ em investir nesse debate, uma vez que o panorama existente mostra-se difuso, pois as respostas que surgem ao longo do caminho não satisfazem as demandas existentes desta área, seja sob o ponto de vista da prática artístico-científica ou mesmo nos quesitos que envolvem os seus referencias históricos.

De fato, existem pontos a serem iluminados na historicidade da ilustração científica no Brasil, para que se consiga revelar a trajetória de artistas, as técnicas aplicadas à ilustração e também as ações e movimentos que demonstrem a difusão desta arte, o valor do ofício do ilustrador e por fim, o investimento no ensino, na pesquisa ou, mais efetivamente, a produção artística em voga no país. Por conta do exposto e de muitas outras questões que se interpõem a este tema, justifica-se a criação deste espaço discursivo para um debate aberto e transdisciplinar, cujo interesse é a geração de uma zona de trocas artísticas e acadêmicas que visam a redimensionar o valor das heranças deixadas, a extensão das influências e as esferas de atuação desse campo para aqueles que tratam de temas ligados à arte e à natureza.

O primeiro encontro, PAISAGENS AMAZÔNICAS: FLORA, FAUNA E ARTE, abordará a proposta criada pela paisagista e ilustradora Dulce Nascimento e o biólogo Gilberto Castro. O projeto Ilustração científica na Amazônia, que se encontra em sua 18ª edição, tem colhido ganhos efetivos em um processo que conjuga diferentes temas, desde aqueles voltados aos aspectos artísticos e científicos inerentes ao campo da ilustração, como à abordagem de questões que envolvem o estudo in situ relacionado à biodiversidade e à ecologia de um dos territórios mais complexos e ricos da Terra: a Amazônia. Nesse sentido, o GT-Ilustração Científica convida a todos a participarem da Série ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA EM DEBATE que trimestralmente trará temas caros ao campo da ilustração científica no Brasil.

 

Más información: http://www.paisagenshibridas.com.br/ilustra_cientifica.html

 

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